Não sou flor que se cheire. Fato. Todo mundo tem um lado bom e um lado mau e, embora eu tenha inúmeras virtudes (como qualquer ser humano), tenho também inúmeros defeitos. Um deles é inerente ao fato de não conseguir levar desaforo para casa. Trocando em miudos: se você me magoa, eu vou dar o troco. Isso chega até ser uma coisa meio inconsciente: quando vejo, lá estou eu desferindo os maiores impropérios, ainda que o discurso conte com algumas inverdades, só para revidar. Péssimo, eu sei. Mas vamos ser otimistas: Tomar conhecimento é o primeiro passo para mudança.
Se eu tenho esse meu lado orgulhoso e vingativo, por outro lado eu não consigo ser rancorosa. Basta a pessoa me pedir desculpas que tudo volta ao normal e eu até me sinto uma megera por ter brigado.
Entretanto, não posso querer que o outro perdoe e esqueça tão facilmente quanto eu. E nessa eu venho começando a colher os amargos frutos das minhas birras: Eu falo o que quero e o que não quero e tem gente que se magoa, sim. E não tem pedido de desculpas que dê jeito na situação.
Eu tenho inúmeras justificativas para o fato da situação ter chegado aonde chegou, mas uma coisa tenho que reconhecer: eu tenho também a minha parcela de culpa. Vamos ressaltar que é uma PARCELA, ou seja, uma PARTE. Não se trata de mais uma vez buscar atenuantes para minhas atitudes, mas sim de não mais abraçar culpas por erros não são exclusivamente meus.
Eu sinto muitíssimo em relação à uma situação onde eu abri minha grande boca e dei um belo de um coice para descontar o meu orgulho ferido. Talvez a proporção que uma simples frasezinha com uma dose de "veneno" embutida, só para a criatura se sentir tão mal quanto eu fiquei, tenha sido mais "astronômica" do que eu posso supor. Mas, por outro lado, não posso ficar me jogando na frente da pessoa, como se eu fosse um tapete, para esta passar por cima de mim, numa vã tentativa de autopunição, porque eu dei vacilo. Tampouco posso exigir que o ser humano me desculpe pelas minhas duras palavras e tudo volte ao sstatus quo ante .
A situação incomoda, me sinto péssima, não diria nada daquilo novamente, mas aí entra a libertadora frase do título deste texto: Está no meu controle fazer com que essa pessoa me desculpe e que as coisas voltem a ser como eram antes? Não! Não está. Me sinto mal, me sinto péssima, me sinto uma jaburuçu por ter afastado uma pessoa que me é tão cara. Mas não mais vou carregar a cruz (ou parte dela) que não me pertence.
Como diria minha sábia vó, eu "entrego para Deus". A minha parte eu fiz. Não está no meu controle a atitude do outro.
E a vida segue...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário