Sabe quando vc tem muita coisa entalada para falar, mas não consegue??? Ou porque não é oportuno, ou porque você teme se expressar mal, ou porque você simplesmente não quer dar mais pano para manga para o assunto, mas ele tá ali e te incomoda??? Nessas horas nada cai melhor do que citações, poemas, prosas, cânticos e, claro, letras de músicas.
Minha paixão pela Legião Urbana, por exemplo, vem daí. Renanto Russo já descreveu inúmeras situações pelas quais passei em suas letras. Quem nunca disse "essa é a música da minha vida" que atire o primeiro fone de ouvido.
No momento, quem "cantou" minhas dores e anseios não foi o Renato. Estou passando por uma fase muito reflexiva (as forçosas reflexões de final de ano) e nada descreve tão bem e de maneira sutil, mas com imensa maestria, o que venho sentindo do que a música Travessia, do Milton Nascimento. Aliás, Milton faz parte do meu "inventário emocional", só que no quinhão que não me coube, rs. Mas acho justo que seja ele o autor e interprete das minhas inquietações atuais.
Então... com vocês a TRAVESSIA:
Travessia
Milton Nascimento
Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito,
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha,
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto,
Muito tenho prá falar
Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver
Beijo e Feliz 2011.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
EU SOU!!!!! (Obrigada por tudo, 2010)
Balanços de final do ano... Inevitáveis. Embora confesse que tem horas em que eu evito ficar olhando muito para trás, pois já cantava Dinho Ouro Preto: "Se não faz sentido, discorde comigo, não é nada demais. São águas passadas, escolha uma estrada e não olhe pra trás".
Mas pensar: "Esse ano foi bom?" com o transcorrer do último mês do ano é sempre corriqueiro. Não me furtei a essa pergunta e, ainda que sem me aprofundar na análise, eu conclui e com propriedade: 2010 foi um ano bom, SIM!!!!
Até o meio do ano, me vi presa às amarras de um 2009 que foi difícil e penoso. Mas consegui me libertar. Hoje, em meados de dezembro, me vejo mais tranquila, mais serena, mais confiante, mais feliz.
Comparações não me faltam a corroborar a afirmativa acima. Apenas como exemplo, novamente me vi na festa de encerramento do centro espírita que costumo frequentar. Chorei beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem menos durante a festividade. Não porque me tornei insensível, mas porque me vejo mais forte. Me sinto em paz.
Ainda tenho dúvidas, anseios, questionamentos, temores. Sinto muito o distanciamento de uma amiga muito querida. Muito mesmo. Também me pego questionando minhas atitudes em certas situações, a mantença de alguns vínculos. Mas me sinto em paz. E isso não tem preço.
2010 trouxe mudanças que outrora sequer cogitaria como benéficas. E foram essas mudanças, esses alicerces (assim eu os considerava) que sairam do meu cotidiano que me trouxeram novas perspectivas, novos sopros, novos ares. E mais tranquilidade.
Passei por momentos bem difíceis esse ano. Mas as coisas boas se sobrepuseram as ruins. Sabe aquele ditado popular simplório "no fim tudo se ajeita"???? Pois é, no fim tudo se ajeitou mesmo.
Tenho muito a agradecer. A Deus, a pessoas queridas e, inclusive, a pessoas que não foram assim "tão legais" em alguns momentos. Às vezes precisamos de cutucões e ferroadas para sairmos da letargia.
Levo comigo ainda alguns questionamentos "pessoais, intransferíveis e não publicáveis", mas levo também a certeza de que muita coisa boa me aguarda e que o universo sempre conspira a nosso favor (e as conspirações já começaram para mim!!).
Levo comigo a serenidade, por me sentir em paz (ô sentimento bom!) e um sorriso "idiota" na cara, porque sem nem tudo está de acordo com os meus limitados conceitos sobre "o que é certo", seguir o meu coração (por vezes confesso que eu o trocaria por mais um pulmão... rs) me trouxe boas lembranças, bons momentos (que não são unilaterais) e um sentimento único e especial de me proporcionar mais felicidade (e, porque não dizer, mais felicidade aos outros?).
A todos aqueles que estiveram ao meu lado esse ano, segurando a minha mão, enxugando as minhas lágrimas, "me batendo com o cardápio" (isso aconteceu mesmo!!! Rs, rs, rs) e por vezes até brigando comigo porque no fundo "querem o meu bem", MUITO OBRIGADA! Como li uma vez e concordo plenamente: NINGUÉM É FELIZ SOZINHO.
Beijo e até ano que vem (ou não, rs)...
Mas pensar: "Esse ano foi bom?" com o transcorrer do último mês do ano é sempre corriqueiro. Não me furtei a essa pergunta e, ainda que sem me aprofundar na análise, eu conclui e com propriedade: 2010 foi um ano bom, SIM!!!!
Até o meio do ano, me vi presa às amarras de um 2009 que foi difícil e penoso. Mas consegui me libertar. Hoje, em meados de dezembro, me vejo mais tranquila, mais serena, mais confiante, mais feliz.
Comparações não me faltam a corroborar a afirmativa acima. Apenas como exemplo, novamente me vi na festa de encerramento do centro espírita que costumo frequentar. Chorei beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem menos durante a festividade. Não porque me tornei insensível, mas porque me vejo mais forte. Me sinto em paz.
Ainda tenho dúvidas, anseios, questionamentos, temores. Sinto muito o distanciamento de uma amiga muito querida. Muito mesmo. Também me pego questionando minhas atitudes em certas situações, a mantença de alguns vínculos. Mas me sinto em paz. E isso não tem preço.
2010 trouxe mudanças que outrora sequer cogitaria como benéficas. E foram essas mudanças, esses alicerces (assim eu os considerava) que sairam do meu cotidiano que me trouxeram novas perspectivas, novos sopros, novos ares. E mais tranquilidade.
Passei por momentos bem difíceis esse ano. Mas as coisas boas se sobrepuseram as ruins. Sabe aquele ditado popular simplório "no fim tudo se ajeita"???? Pois é, no fim tudo se ajeitou mesmo.
Tenho muito a agradecer. A Deus, a pessoas queridas e, inclusive, a pessoas que não foram assim "tão legais" em alguns momentos. Às vezes precisamos de cutucões e ferroadas para sairmos da letargia.
Levo comigo ainda alguns questionamentos "pessoais, intransferíveis e não publicáveis", mas levo também a certeza de que muita coisa boa me aguarda e que o universo sempre conspira a nosso favor (e as conspirações já começaram para mim!!).
Levo comigo a serenidade, por me sentir em paz (ô sentimento bom!) e um sorriso "idiota" na cara, porque sem nem tudo está de acordo com os meus limitados conceitos sobre "o que é certo", seguir o meu coração (por vezes confesso que eu o trocaria por mais um pulmão... rs) me trouxe boas lembranças, bons momentos (que não são unilaterais) e um sentimento único e especial de me proporcionar mais felicidade (e, porque não dizer, mais felicidade aos outros?).
A todos aqueles que estiveram ao meu lado esse ano, segurando a minha mão, enxugando as minhas lágrimas, "me batendo com o cardápio" (isso aconteceu mesmo!!! Rs, rs, rs) e por vezes até brigando comigo porque no fundo "querem o meu bem", MUITO OBRIGADA! Como li uma vez e concordo plenamente: NINGUÉM É FELIZ SOZINHO.
Beijo e até ano que vem (ou não, rs)...
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