Noite estranha.
Mistura de engraçada, com reflexiva com preocupante. Nada sério. Eu estou bem, graças a Deus, mas uma amiga muito próxima terminou recentemente o namoro. Durante a conversa, veio o tema: Por que certas pessoas erradas passam pelas nossas vidas?
Há um tempo, li algo que dizia mais ou menos que durante a nossa vida passariam pessoas que nos tornariam preparadas para a chegada do "the one". Acredito nisso. A gente aprende (ou deveríamos aprender) alguma coisa no final de cada relacionamento. E é alguma coisa sobre NÓS MESMOS. Saimos (ou deveríamos sair) mais maduros, mais fortes.
Mas mesmo essa convicção não afasta a perguntinha básica de todo fim de namoro (ainda mais quando se está beirando os 30 e, teoricamente, deveríamos estar mais "ligeiras" e menos dramáticas): Por que, Jesus, eu quebrei a cara mais uma vez? E aí a coisa segue: Sou uma boa pessoa. Não traio meus namorados. Não sacaneio ninguém. Não tenho vocação pra piriguete. Por que só me aparece homem problemático?
Bem... Já me fiz essas perguntas muitas vezes. Hoje, voltei a refletir sobre elas porque me foram colocadas pela minha amiga. Citei a fase do preparo, conforme expliquei acima. Mas aí me veio o insight: Tem pessoas que vêm para nossas vidas com "prazo de validade". Melhor dizendo (até porque estamos falando de seres humanos, não de iogurte), tem pessoas que entram nas nossas vidas com um MOTIVO, mas quando não será atingido o objetivo desse motivo, a vida trata de "botar a fila para andar".
Um exemplo clássico é quando você é super bem intencionada com o "namorado-problema". Eu mesma já tive um que bebia demais e, com 30 anos nas costas, vivia numa eterna quinta série psicológica. Quis muito ajudá-lo (muitas vezes até a força - ENORME ERRO). Mas depois de muito sofrer nessa relação, aprendi que NÃO ADIANTA QUERER AJUDAR QUEM NÃO QUER SER AJUDADO. E ponto. Para ele a vida estava boa desse jeito. Paciência.
Para não ser injusta, ele também, em sua passagem pela minha vida, me ajudou. Acredito que ele tenha chegado para me manter "ali" no momento em que minha família mais precisou de mim. Longa história, mas para mim, essa foi a finalidade primordial dele na minha vida.
Aprendi, também, que não vale a pena gastar vela com defunto ruim. E isso não é só com relacionamentos amorosos não. Com amigos também.
Não se trata de se encher de prepotência e querer impor ao outro a vida que achamos que seria melhor - Cadê o respeito?- mas sim, da dor de ver pessoas queridas metendo a cara na parede e a criatura NUNCA se ajudar. E você ali, com urticária para tomar uma atitude, com boas intenções, de oferecer ajuda, conselho, colo, orientação, indicação de cartomante, sei lá. Porém, a criatura prefere seguir ali, batendo a cabeça sem sair do lugar.
Até mesmo por uma questão de respeito, acredito que o negócio é deixar a pessoa seguir "a estrada errada que seguiu com suas próprias leis". Entretanto, confesso que é da minha natureza ser muito solícita e tomar as dores de quem eu gosto. Então fico maluca quando vejo algum amigo sofrendo. Mas não adianta, tem pessoas que não se abrem, não querem ou não sabem pedir ajuda. E por respeito, deixe o cidadão bater cabeça, oras!
Se por vezes eu me sinto uma péssima amiga deixando a criatura caída no meio da estrada? Muitas! Mas não invadir o espaço alheio é uma imensa maneira de ajudar.
Tenho comigo que todas as pessoas que chegaram na minha vida, chegaram por alguma razão boa. Me trouxeram alguma coisa que me ajudou a me transformar na pessoa que sou hoje. Aqueles que souberam aproveitar o que eu tenho de melhor, bem. Estes me tem ao lado deles até hoje. Mas tem MUITOS que vieram com um motivo e não conseguimos atinmgir o objetivo. Nem eu, nem eles, nem ambos. Mas passaram por mim. E por alguma razão (que saiba ela qual seja ou não).
Em Tempo: Texto longo e meio sem nexo dedicado do fundo do meu coraçõazinho sarcástico (mas que não deixa de ser um bom coração) a todos os falsos, mentirosos, problemáticos e etc que "por algum motivo" cruzaram a minha vida. Eu sei que EU estou longe de ser perfeita, mas eu SEMPRE FAÇO O MEU MELHOR. O melhor de mim, pode ter certeza, vocês tiveram. Se não souberam valorizar, so sorry. Perderam uma grande amiga.
domingo, 16 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Está no seu controle?
Não sou flor que se cheire. Fato. Todo mundo tem um lado bom e um lado mau e, embora eu tenha inúmeras virtudes (como qualquer ser humano), tenho também inúmeros defeitos. Um deles é inerente ao fato de não conseguir levar desaforo para casa. Trocando em miudos: se você me magoa, eu vou dar o troco. Isso chega até ser uma coisa meio inconsciente: quando vejo, lá estou eu desferindo os maiores impropérios, ainda que o discurso conte com algumas inverdades, só para revidar. Péssimo, eu sei. Mas vamos ser otimistas: Tomar conhecimento é o primeiro passo para mudança.
Se eu tenho esse meu lado orgulhoso e vingativo, por outro lado eu não consigo ser rancorosa. Basta a pessoa me pedir desculpas que tudo volta ao normal e eu até me sinto uma megera por ter brigado.
Entretanto, não posso querer que o outro perdoe e esqueça tão facilmente quanto eu. E nessa eu venho começando a colher os amargos frutos das minhas birras: Eu falo o que quero e o que não quero e tem gente que se magoa, sim. E não tem pedido de desculpas que dê jeito na situação.
Eu tenho inúmeras justificativas para o fato da situação ter chegado aonde chegou, mas uma coisa tenho que reconhecer: eu tenho também a minha parcela de culpa. Vamos ressaltar que é uma PARCELA, ou seja, uma PARTE. Não se trata de mais uma vez buscar atenuantes para minhas atitudes, mas sim de não mais abraçar culpas por erros não são exclusivamente meus.
Eu sinto muitíssimo em relação à uma situação onde eu abri minha grande boca e dei um belo de um coice para descontar o meu orgulho ferido. Talvez a proporção que uma simples frasezinha com uma dose de "veneno" embutida, só para a criatura se sentir tão mal quanto eu fiquei, tenha sido mais "astronômica" do que eu posso supor. Mas, por outro lado, não posso ficar me jogando na frente da pessoa, como se eu fosse um tapete, para esta passar por cima de mim, numa vã tentativa de autopunição, porque eu dei vacilo. Tampouco posso exigir que o ser humano me desculpe pelas minhas duras palavras e tudo volte ao sstatus quo ante .
A situação incomoda, me sinto péssima, não diria nada daquilo novamente, mas aí entra a libertadora frase do título deste texto: Está no meu controle fazer com que essa pessoa me desculpe e que as coisas voltem a ser como eram antes? Não! Não está. Me sinto mal, me sinto péssima, me sinto uma jaburuçu por ter afastado uma pessoa que me é tão cara. Mas não mais vou carregar a cruz (ou parte dela) que não me pertence.
Como diria minha sábia vó, eu "entrego para Deus". A minha parte eu fiz. Não está no meu controle a atitude do outro.
E a vida segue...
Se eu tenho esse meu lado orgulhoso e vingativo, por outro lado eu não consigo ser rancorosa. Basta a pessoa me pedir desculpas que tudo volta ao normal e eu até me sinto uma megera por ter brigado.
Entretanto, não posso querer que o outro perdoe e esqueça tão facilmente quanto eu. E nessa eu venho começando a colher os amargos frutos das minhas birras: Eu falo o que quero e o que não quero e tem gente que se magoa, sim. E não tem pedido de desculpas que dê jeito na situação.
Eu tenho inúmeras justificativas para o fato da situação ter chegado aonde chegou, mas uma coisa tenho que reconhecer: eu tenho também a minha parcela de culpa. Vamos ressaltar que é uma PARCELA, ou seja, uma PARTE. Não se trata de mais uma vez buscar atenuantes para minhas atitudes, mas sim de não mais abraçar culpas por erros não são exclusivamente meus.
Eu sinto muitíssimo em relação à uma situação onde eu abri minha grande boca e dei um belo de um coice para descontar o meu orgulho ferido. Talvez a proporção que uma simples frasezinha com uma dose de "veneno" embutida, só para a criatura se sentir tão mal quanto eu fiquei, tenha sido mais "astronômica" do que eu posso supor. Mas, por outro lado, não posso ficar me jogando na frente da pessoa, como se eu fosse um tapete, para esta passar por cima de mim, numa vã tentativa de autopunição, porque eu dei vacilo. Tampouco posso exigir que o ser humano me desculpe pelas minhas duras palavras e tudo volte ao sstatus quo ante .
A situação incomoda, me sinto péssima, não diria nada daquilo novamente, mas aí entra a libertadora frase do título deste texto: Está no meu controle fazer com que essa pessoa me desculpe e que as coisas voltem a ser como eram antes? Não! Não está. Me sinto mal, me sinto péssima, me sinto uma jaburuçu por ter afastado uma pessoa que me é tão cara. Mas não mais vou carregar a cruz (ou parte dela) que não me pertence.
Como diria minha sábia vó, eu "entrego para Deus". A minha parte eu fiz. Não está no meu controle a atitude do outro.
E a vida segue...
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