O blog é meu e eu escrevo o que eu quiser. Brava? Mandona? "O Dono da Bola" (como dizia o texro da Ruth Rocha)? Pode ser. Mas aqui é meu lugar para desabafos, foi para isso que ele foi criado. Se eu quisesse um blog "super popular", divulgava no meu facebook. Isso aqui é um lugar para eu me sentir melhor.
EU. Pronome pessoal, primeira pessoa do singular. EU, nível de identidade, de acordo com o alinhamento de níveis neurológicos apresentados pela PNL. EU. Simplesmente, eu. Vonatde férrea. Teimosia. Orgulho. Intensidade. Desabafo. Mas nada fixo, porque aceitei para minha vida que sou uma metamorfose ambulante e prefiro ser assim "do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo", como já cantava Raul.
EU. Brava. Hoje sim, MUITO BRAVA. Sem desculpas, sem atenuantes, sem palavras bonitinhas. EU. Indignada (ou não). EU. Com uma imensa vontade de de falar poucas e boas pra muita gente. EU. Que falo palavrão, que não sou tão "boazinha" e "ponderada" como muita gente pensa. EU. com defeitos e virtudes, como qualquer ser humano. EU, apenas e simplesmente, eu. Sem máscaras, sem freios, sem pudores, sem educação, sem decoro.
Eu. Eu, 28 anos, com conflitos, com dor na consciência (por "n" motivos que não sinto a menor necessidade de falar). Eu, advogada (me decepciono cada dia mais com minha profissão, mas me orgulho de ter sido disciplinada e humilde o suficente para prestar QUATRO exames de ordem até ser aprovada). Eu, 1,70 de altura, alguns quilos a mais que não queria ter (mas o tempo soube distribuir minha gordura além dos antigos e detestáveis depósitos: rosto, braço, barriga). Eu, que não caibo direito nas minhas roupas, mas me sinto profundamente feliz e feminina ao ver que os quilos a mais me deram peito e bunda. Eu, que me olho no espelho e não vejo mais ares de "menininha", mas que me acho uma MULHER bonita pra caralho (humildade é o cacete e auto estima todo mundo tem que ter, bando de hipócritas), cada vez mais parecida fisicamente com a minha mãe, uma pessoa que eu sempre achei linda e sempre ouvi de muitos o quão bonita ela era (e torcia mentalmente para ter puxado o mesmo fenótipo).
Eu. Que sei que minhas qualidades vão além de "rostinho bonito" e bunda grande. Eu, que sempre prezei qualidades, valores, caráter e embora saiba de minhas limitações, sempre busquei ser correta. Eu. Que fui mulher pra caralho - e sempre serei - nos meus relacionamentos, buscando ser compreensiva, companheira e carinhosa. Eu, que não passo por cima das minhas vontades e dou a cara a tapa quando o bicho pega. Eu. Que sou orgulhosa, vaidosa, insegura e competitiva.
Eu, que já me moldei inúmeras vezes pelos outros. Eu, que busco referências, que me comparo. Eu. Que não tenho um pingo de modéstia para dizer que sou inteligente. Eu, que não me falta - que seja apenas agora - humildade para dizer que sou futil. Eu. Que sem o menor pudor acredito que apesar dos meus defeitos faria qualquer homem feliz.
Eu. Simplesmente, EU.
E no meio de tantas qualidades que eu ACREDITO que EU tenha, só tenho uma simples e "singela" (porém nada educada) frase entalada na garganta: VAI TOMAR NO CU!!!!!!
Eu, que mais educadamente, faço uso uso de um trecho de uma música do Skank, que acho excelente e não me sai da cabeça:
"Assim ela já vai
Achar um cara que lhe queira
Como você não quis fazer.
Sim, eu sei que ela só vai
achar alguém pra vida inteira
Como você não quis.
Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você cego nem nota"...
Sim, eu estou puta. E não é com quem passou. É comigo mesma,por ter me rebaixado a tanto. Todo mundo tem qualidades. Sim, eu sinto vontade de desabafar e corri essas linhas inúmeras vezes após botar o "veneno para fora". Eu, que vou dormir com a consciência tranquila e amanhãé mais um dia. Eu, que inda me sentirei incomodada por mais lagum tempo. Eu, que hoje me definiria como HONESTIDADE. Eu...
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
A Carta (verdades que precisam ser ditas)
Caro amigo:
Te escrevo esta carta, porque escrever, sobretudo, esclarece os meus pensamentos e me acalma.
Tenho andado muito pensativa estes últimos dias. Pode não parecer, talvez até para mim não pareça, já que sempre que penso em você eu acredito que tudo vai dar certo no final. Não sei se é intuição ou se é só minha vaidade e meu orgulho me dizendo que as coisas ainda não acabaram.
Minha razão, por outro lado, me diz que preciso mudar meus comportamentos e tomar atitudes que outrora não tomei, como me afastar e seguir com a minha vida. E aprender de uma vez por todas a colocar ponto final nas coisas. E, principalmente, a confiar em Deus, confiar na vida e confiar naquela voz interior que todos nós temos - e ela me diz que não é você.
Acaba comigo ver que ainda tenho as mesmas atitudes erradas, ainda mais quando prometi a mim mesma que tudo seria diferente dessa vez. Não me orgulho da minha impulsividade, muito pelo contrário: me entristece demais ver que ainda não consigo me controlar e frear meu gênio. Me entristece mais ainda te mostrar um lado meu que não quero mais para mim e venho lutando (ainda que sem oferecer muita resistência) para mudar. Não é esse tipo de mulher que eu quero ser, tampouco quero que seja essa a lembrança que você tenha de mim, de uma pessoa sem qualquer equilíbrio, que se deixa comandar levianamente pelas suas emoções.
Talvez você puxe a responsabilidade da minha impulsividade para você, mas acredite: Não é culpa sua, eu sou assim. Mas não quero mais ser. Talvez você seja o espelho, o meu teste de fogo, para eu aprender a me domar ou continuar repetindo os mesmos erros, o mesmo padrão.
Sei que as minhas atitudes neste período é que mostrarão se eu realmente sou a mulher por quem você se apaixonou. Afinal, projeção e paixão não são apenas palavras que rimam, são sentimentos que na grande maioria das vezes andam lado a lado de mãos dadas. E por duas vezes eu já mostrei uma parte sombria do meu ser. Não te culpo se você se assustar. Não posso garantir que isso nunca mais vai acontecer. Só posso dizer que eu não quero que isso aconteça novamente; eu não quero mais ser assim.
Talvez seja essa a hora da verdade, onde a luz de que todos somos formados passa a recuar para que a sombra - que faz parte de todo ser humano - possa aparecer. Infantilmente, eu diria que para dar certo com alguém eu precisaria de alguém que se apaixonasse pelos meus defeitos. Mas "amar até os defeitos" só acontece em letras de música e em romances sofridos de banca. A realidade é outra.
Minha vontade agora é pedir para que você continue segurando a minha mão enquanto eu tento mudar. Que você acredite em mim e não faça como os outros, que optaram pelos meus defeitos ao invés das minhas virtudes.
Talvez tentar consertar as coisas só piore tudo agora. De forma alguma quero que essa carta pareça mais um ato da impulsividade de que eu tanto quero me livrar. Entretanto, ela não deixa de ser um exercício de humildade - e para uma pessoa orgulhosa como eu isso é libertador. Não faço isso para parecer mais "boazinha" aos seus olhos. Faço isso por mim. Quero, do fundo do meu coração, ser uma pessoa melhor.
Não sei como encerrar essa carta, sempre tive sérios problemas em conclusão nas dissertações da época da escola e em concluir minhas peças no trabalho. Devo confessar que agora eu me sinto mais calma. Me sinto mais em paz.
Você me importa. E muito! E eu sou assim: preciso colocar para fora, de alguma maneira, o que eu sinto para me sentir em paz. Mas quero imensamente me livrar dessa impulsividade que me faz parecer uma louca descontrolada.
Por fim, gostaria de encerrar essa carta com um parágrafo que chamou muito a atenção enquanto escrevia estas linhas, talvez pela sinceridade (embora ela toda tenha sido extremamente sincera), talvez porque finalmente tenha conseguido enxergar com clareza esse turbilhão de sentimentos dentro de mim:
"Minha vontade agora é pedir para que você continue segurando a minha mão enquanto eu tento mudar. Que você acredite em mim e não faça como os outros, que optaram pelos meus defeitos ao invés das minhas virtudes."
É o que eu sinto de mais forte neste momento.
Com todo o meu amor,
Luciana
Te escrevo esta carta, porque escrever, sobretudo, esclarece os meus pensamentos e me acalma.
Tenho andado muito pensativa estes últimos dias. Pode não parecer, talvez até para mim não pareça, já que sempre que penso em você eu acredito que tudo vai dar certo no final. Não sei se é intuição ou se é só minha vaidade e meu orgulho me dizendo que as coisas ainda não acabaram.
Minha razão, por outro lado, me diz que preciso mudar meus comportamentos e tomar atitudes que outrora não tomei, como me afastar e seguir com a minha vida. E aprender de uma vez por todas a colocar ponto final nas coisas. E, principalmente, a confiar em Deus, confiar na vida e confiar naquela voz interior que todos nós temos - e ela me diz que não é você.
Acaba comigo ver que ainda tenho as mesmas atitudes erradas, ainda mais quando prometi a mim mesma que tudo seria diferente dessa vez. Não me orgulho da minha impulsividade, muito pelo contrário: me entristece demais ver que ainda não consigo me controlar e frear meu gênio. Me entristece mais ainda te mostrar um lado meu que não quero mais para mim e venho lutando (ainda que sem oferecer muita resistência) para mudar. Não é esse tipo de mulher que eu quero ser, tampouco quero que seja essa a lembrança que você tenha de mim, de uma pessoa sem qualquer equilíbrio, que se deixa comandar levianamente pelas suas emoções.
Talvez você puxe a responsabilidade da minha impulsividade para você, mas acredite: Não é culpa sua, eu sou assim. Mas não quero mais ser. Talvez você seja o espelho, o meu teste de fogo, para eu aprender a me domar ou continuar repetindo os mesmos erros, o mesmo padrão.
Sei que as minhas atitudes neste período é que mostrarão se eu realmente sou a mulher por quem você se apaixonou. Afinal, projeção e paixão não são apenas palavras que rimam, são sentimentos que na grande maioria das vezes andam lado a lado de mãos dadas. E por duas vezes eu já mostrei uma parte sombria do meu ser. Não te culpo se você se assustar. Não posso garantir que isso nunca mais vai acontecer. Só posso dizer que eu não quero que isso aconteça novamente; eu não quero mais ser assim.
Talvez seja essa a hora da verdade, onde a luz de que todos somos formados passa a recuar para que a sombra - que faz parte de todo ser humano - possa aparecer. Infantilmente, eu diria que para dar certo com alguém eu precisaria de alguém que se apaixonasse pelos meus defeitos. Mas "amar até os defeitos" só acontece em letras de música e em romances sofridos de banca. A realidade é outra.
Minha vontade agora é pedir para que você continue segurando a minha mão enquanto eu tento mudar. Que você acredite em mim e não faça como os outros, que optaram pelos meus defeitos ao invés das minhas virtudes.
Talvez tentar consertar as coisas só piore tudo agora. De forma alguma quero que essa carta pareça mais um ato da impulsividade de que eu tanto quero me livrar. Entretanto, ela não deixa de ser um exercício de humildade - e para uma pessoa orgulhosa como eu isso é libertador. Não faço isso para parecer mais "boazinha" aos seus olhos. Faço isso por mim. Quero, do fundo do meu coração, ser uma pessoa melhor.
Não sei como encerrar essa carta, sempre tive sérios problemas em conclusão nas dissertações da época da escola e em concluir minhas peças no trabalho. Devo confessar que agora eu me sinto mais calma. Me sinto mais em paz.
Você me importa. E muito! E eu sou assim: preciso colocar para fora, de alguma maneira, o que eu sinto para me sentir em paz. Mas quero imensamente me livrar dessa impulsividade que me faz parecer uma louca descontrolada.
Por fim, gostaria de encerrar essa carta com um parágrafo que chamou muito a atenção enquanto escrevia estas linhas, talvez pela sinceridade (embora ela toda tenha sido extremamente sincera), talvez porque finalmente tenha conseguido enxergar com clareza esse turbilhão de sentimentos dentro de mim:
"Minha vontade agora é pedir para que você continue segurando a minha mão enquanto eu tento mudar. Que você acredite em mim e não faça como os outros, que optaram pelos meus defeitos ao invés das minhas virtudes."
É o que eu sinto de mais forte neste momento.
Com todo o meu amor,
Luciana
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